Cabeça do Desterrado (Soares dos Reis)

Documento/Processo, 1979 – 1979


Desenho a pena: Isolino Vaz
António Soares dos Reis nasceu em Vila Nova de Gaia em 1847, onde viria a falecer em 1889. Apesar de ter vivido apenas 42 anos, deixou-nos um espólio de grande qualidade artística, sendo considerado o maior estatuário português de todos os tempos.
Da obra "O Desterrado", prova final como pensionista do Estado no estrangeiro, concebida em Roma, em 1872, é apresentado um pormenor, feito pelo artista gaiense Isolino Vaz.
Esta interpretação está, aliás, em perfeita sintonia com a opinião do Dr. Reynaldo dos Santos quando diz que "O Desterrado é a sedução de uma sensibilidade requintada pela beleza plástica do nu, tocada de morbidezza , tal como a arte helenística a concebera. Beleza plástica sobre a qual uma cabeça romântica se inclina com a nostalgia da saudade. Hibridez de classicismo e romantismo que caracterizara muitas obras da geração anterior. Soares dos Reis sentia o equilíbrio, a harmonia, a euritmia e o idealismo da arte grega; outras obras de estatuária que depois fez traduzem idêntica sedução pelos ritmos clássicos".
Inspirado nos versos de Alexandre Herculano, feita aos vinte e cinco anos do Artista, "O Desterrado é o mais notável equilíbrio estético, o maior conseguimento de um artista, a obra grande, a obra-prima da escultura portuguesa. No mármore em que foi talhado, Soares dos reis, desbastando-o, alisando aqui, alteando acolá, fazendo o cinzel intérprete da febre do seu génio, criou-lhe um ambiente capaz de receber um milagre de transmigração de almas: deu ao Desterrado a vibração da sua própria alma...", segundo o Dr. Armando de Mattos.

  • Objectos Digitais
  • Ver em ecrã completo

  • Descrição

  • Subordinados

  • Assuntos