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Ata da Sessão de Câmara de 10 de janeiro de 1868Data de Produção Inicial:1868-01-10Data de Produção Final:1868-01-10Nível de Descrição:Documento simplesSuporte:PapelÂmbito e Conteúdo:Ata da Sessão da Câmara de 10 de janeiro de 1868

Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e sessenta e oito, aos dez dias do mês de janeiro, nesta Vila Nova de Gaia e casa da municipalidade, compareceram, Fernando Camelo Sarmento, Vice-Presidente da Câmara Municipal deste Concelho e os vereadores da mesma, José António Júnior, José Pereira de Castro, e António Gonçalves da Silva, faltando com motivo justificado, o Presidente, Proença Vieira, e os senhores Macedo e Santos.
E logo declarou o Presidente aberta a sessão.
Procedeu-se ao expediente dos requerimentos admitidos a despacho, aos quais se deferiu como consta do competente registo dos mesmos.
Expediram-se algumas licenças para obras.
Resolveu a Câmara, que se oficiasse ao Diretor das Obras Públicas, pedindo-lhe que mande aos empregados nos estudos da estrada da Bandeira a Lobão, que concluam primeiro a planta desde a Bandeira a Avintes, e que só depois dela concluída, prossigam nos outros trabalhos daí em diante.
Expediram-se mandados de pagamento.
E para constar se lavrou a presente ata, que os ditos, Vice-Presidente e vereadores presentes vão assinar. E eu, António Alexandrino Pereira de Castro, escrivão, o escrevi. E declaro que o Vice-Presidente, deu conta à Câmara de ter recebido um ofício do Diretor das Obras Públicas, convidando a Câmara a nomear um seu delegado para assistir à prova da ponte pênsil do Douro, sobre o que a Câmara, resolveu nomear para este fim, o arquiteto. Tendo José Batista Vieira da Cruz, da cidade do Porto, requerido à Câmara para que se procedesse a exame na obra do encanamento que o mesmo fez da água da Fonte da Bandeira, e tendo sido encarregado o arquiteto da Câmara que procedesse a esse exame, informou este, que o dito José Batista deixara a correr para a fonte nove penas de água e porque conforme os antigos títulos e pose, o mesmo requereu que sendo somente obrigado a deixar correr um anel ou oito penas de água, contudo consentia em que corressem nove penas, ficando-lhe ressalvado o direito que lhe assiste, para todo tempo, quando lhe convier, se aproveitar da pena de água que corre a maior, declarando-se isto na ata para constar, a Câmara reconhecendo a veracidade do exposto, resolveu que assim se consignasse. E eu, António Alexandrino Pereira de Castro, secretário, o declarei.

- Assinaturas:
Fernando Camelo Sarmento [Vice-Presidente];
José António Júnior [vereador];
José Pereira de Castro [vereador];
António Gonçalves da Silva [vereador];
Idioma/Escrita:PortuguêsNotas:Notas ao campo 1.5 Dimensão e Suporte: 1 Livro; Cota: F/01/I/1-Lv. 8; fl.210-210v;
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Lv8,Fl210-210v
Código de Referência:PT/MVNG-AM/APUB/CMVNG/Pre-DirMunAF-DMAdm-DMEAOM/35/008/318