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Ata da Sessão de Câmara de 16 de agosto de 1867Data de Produção Inicial:1867-08-16Data de Produção Final:1867-08-16Nível de Descrição:Documento simplesSuporte:PapelÂmbito e Conteúdo:Ata da Sessão da Câmara de 16 de agosto de 1867

Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e sessenta e sete, aos dezasseis dias do mês de agosto, nesta Vila Nova de Gaia e casa da municipalidade, compareceram, Joaquim José de Proença Vieira, Presidente da Câmara Municipal deste Concelho, e os vereadores da mesma, Fernando Camelo Sarmento, José António Júnior, José Pereira de Castro, António Gonçalves da Silva, faltando com motivo justificado, os senhores Macedo, e Santos.
E logo declarou o Presidente aberta a sessão.
E deu conta à Câmara, de ter recebido os ofícios, do Diretor das Obras Públicas, respondendo que não pode emprestar quaisquer objetos pertencentes à Direção, sem autorização do governo. Do juiz eleito de Arcozelo, enviando a certidão da intimação a Joaquim António da Rocha. Do Diretor dos Correios, participando, que a Direção nesta Vila começará a funcionar no dia 1 de setembro. Do governador civil, enviando aprovadas as portarias sobre cavalgaduras, e carnes de consumo, do que a Câmara ficou inteirada.
Em seguida, mandou a Câmara pôr em praça a obra do reparo da ponte de Casaldrijo, em Pedroso, e depois de vários lanços, foi o menor que a Câmara aceitou de Vitorino Cardoso Vicente, que se obrigou a fazê-la pela quantia de 297$000 mil reis.
Procedeu-se ao expediente dos requerimentos admitidos a despacho, aos quais se deferiu como consta do competente registo dos mesmos.
Expediram-se algumas licenças para obras.
Expediram-se mandados de pagamento.
E para constar se lavrou a presente ata, que eu, António Alexandrino Pereira de Castro, escrivão, escrevi.
E declaro que pelo Vice-Presidente da Câmara, Fernando Camelo Sarmento, foi proposto à mesma, que tratando-se de se proceder à obra de uma ponte sobre o rio Febros, em Avintes, em terreno muito pantanoso, e convindo muito fortalecer-lhe os alicerces para assegurar a solidez da obra, a fim de evitar a responsabilidade dela, o proponente, declarava que era de voto, que os paredões da dita ponte fossem cobertos de argamassa de cal, pelo menos até a altura de 11 decímetros, em toda a sua espessura, sobre o que a Câmara mandou que informasse o arquiteto, o qual sendo presente, declarou que entendia que o emprego da argamassa era inconveniente, porque não era necessário para a solidez da obra, mas antes concorria para encobrir os defeitos que pudessem haver na sua construção, a qual sendo feita conforme as condições estabelecidas para a dita obra, garantia plenamente a sua segurança, em vista do que a Câmara resolveu não adotar a dita proposta. E eu, António Alexandrino Pereira de Castro, escrivão, o declarei

- Assinaturas:
Joaquim José de Proença Vieira [Presidente]
Fernando Camelo Sarmento [Vice-Presidente];
José António Júnior [vereador];
José Pereira de Castro [vereador];
António Gonçalves da Silva [vereador];
Idioma/Escrita:PortuguêsNotas:Notas ao campo 1.5 Dimensão e Suporte: 1 Livro; Cota: F/01/I/1-Lv. 8; fl.195v-196;
Esta Ata está digitalizada e lançada no novo programa de imagens do Gisa.
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Lv8,Fl195v-196
Código de Referência:PT/MVNG-AM/APUB/CMVNG/Pre-DirMunAF-DMAdm-DMEAOM/35/008/298