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Ata da Sessão de Câmara de 19 de julho de 1867Data de Produção Inicial:1867-07-19Data de Produção Final:1867-07-19Nível de Descrição:Documento simplesSuporte:PapelÂmbito e Conteúdo:Ata da Sessão da Câmara de 19 de julho de 1867

Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e sessenta e sete, aos dezanove dias do mês de julho, nesta Vila Nova de Gaia e casa da municipalidade, compareceram, Joaquim José de Proença Vieira, Presidente da Câmara Municipal deste Concelho, e os vereadores da mesma, Fernando Camelo Sarmento, José António Júnior, José Pereira de Castro, António Gonçalves da Silva, faltando com motivo justificado, Diogo José de Macedo e João Ferreira dos Santos.
E logo declarou o Presidente aberta a sessão, e mandou a Câmara pôr em praça a obra da reconstrução da calçada das Freiras, conforme as condições constantes do respetivo auto, e depois de vários lanços foi o menor que a Câmara aceitou, de Francisco Alexandre Alves de Castro, pela qual se obrigou a construir cada metro quadrado de calçada empedrada.
Comparecendo António Joaquim Borges de Castro, declarou o mesmo, que cedia à Câmara gratuitamente a metade do manancial de água, que tem no seu campo do Penalvo, da sua Quinta das Devesas, para o fim somente de a Câmara mandar fazer uma fonte pública próxima à estação do caminho de ferro nas Devesas, a qual será abastecida com a dita água, porém as vertentes da dita fonte ficarão pertencendo ao dito cedente, que as poderá dirigir daí para onde melhor lhe convier, e com a condição mais de que a Câmara nunca poderá continuar a exploração da mina donde nasce a dita água sem licença do mesmo, e de que a Câmara se obriga a construir a obra de abertura de uma estrada desde a estação das Devesas para a passagem inferior da via-férrea no sitio do Prado, que dirige para Coimbrões, o que tudo a Câmara aceitou, sujeitando-se às condições referidas, e dando-lhe um voto de agradecimento por tão valioso donativo.
Procedeu-se ao expediente dos requerimentos admitidos a despacho, aos quais se deferiu como consta do competente registo dos mesmos.
O vereador Gonçalves, deu conta à Câmara de que a barraca nº 1, pertencente à Câmara, tinha sido arrendada a Maria das Dores, e a nº 2 a Maria Rosa, cada uma por 720 reis, cada mês, desde o 1º do corrente em diante, e que pelos terrenos ocupados pelas outras duas barracas, nº 4 e 5, seus donos comprometeram-se a pagar cada um 240 reis, por mês, o que a Câmara aprovou.
Expediram-se mandados de saída.
E para constar se lavrou a presente ata, que eu, António Alexandrino Pereira de Castro, escrivão, a escrevi.

- Assinaturas:
Joaquim José de Proença Vieira [Presidente]
Fernando Camelo Sarmento [Vice-Presidente];
José António Júnior [vereador];
José Pereira de Castro [vereador];
António Gonçalves da Silva [vereador];
Idioma/Escrita:PortuguêsNotas:Notas ao campo 1.5 Dimensão e Suporte: 1 Livro; Cota: F/01/I/1-Lv. 8; fl.193-193v;
Esta Ata está digitalizada e lançada no novo programa de imagens do Gisa.
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Lv8,Fl193-193v
Código de Referência:PT/MVNG-AM/APUB/CMVNG/Pre-DirMunAF-DMAdm-DMEAOM/35/008/293