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Ata da Sessão de Câmara de 27 de junho de 1867Data de Produção Inicial:1867-06-27Data de Produção Final:1867-06-27Nível de Descrição:Documento simplesSuporte:PapelÂmbito e Conteúdo:Ata da Sessão da Câmara de 27 de junho de 1867

Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e sessenta e sete, aos vinte e sete dias do mês de junho, nesta Vila Nova de Gaia e casa da municipalidade, compareceram, Fernando Camelo Sarmento, Vice-Presidente da Câmara Municipal deste Concelho, e os vereadores da mesma, José António Júnior, José Pereira de Castro e António Gonçalves da Silva, faltando os restantes com motivo justificado.
E logo declarou o Presidente aberta a sessão.
E deu conta à Câmara, de ter recebido os ofícios do pároco da freguesia de Oliveira, respondendo que a junta de paroquia da mesma, somente pode dar 200$000 para ajuda de se estabelecerem aí as duas escolas que pediu ao governo se criassem aí. Do pároco de Pedroso, respondendo que para a escola lhe tinha sido concedida a casa do celeiro, a qual precisava de reparos para poder servir. Do pároco de Crestuma, respondendo que a junta se obriga a dar casa e mobília. Do pároco de Vilar de Andorinho, respondendo que a junta não tem meios alguns para dar casa para a escola. Do juiz eleito de Grijó, respondendo que não mandou intimar Miguel Carvalho, do Loureiro, por verificar que ele não tinha transgredido as posturas, do que tudo a Câmara ficou inteirada.
Procedeu-se ao expediente dos requerimentos admitidos a despacho, aos quais se deferiu como consta do competente registo dos mesmos. Sendo entre eles, um de Manuel Ferreira Forte, que pedia licença para tapar um terreno, que pertence ao seu prazo, sito no lugar do Marco, o qual se aberto, e tendo-se verificado pela informação que foi encarregue ao vereador Silva, que o dito terreno efetivamente se acha compreendido no seu prazo, resolveu a Câmara conceder-lhe a dita licença.
Expediram-se mandados de saída.
E para constar se lavrou a presente ata, que os vereadores presentes, vão assinar. E eu, António Alexandrino Pereira de Castro, escrivão, a escrevi. E declaro que comparecendo perante a Câmara, Francisco de Magalhães Coutinho, que fora encarregado pela mesma de custear a iluminação dos candeeiros, colocados na estrada desde a ponte pênsil para as Devesas, que são supridos de petróleo, findando o ajuste que a Câmara fizera com o mesmo a tal respeito, no último do corrente mês, e declarando o mesmo que lhe não convinha continuar a custear a iluminação dos ditos candeeiros, pelo mesmo preço porque tem feito até agora, e informando os empregados da Câmara na fiscalização da iluminação, que o petróleo tem baixado muito de preço com relação ao tempo em que se fizera o ajuste com o dito fornecedor, deliberou a Câmara custear a iluminação dos ditos candeeiros, pelo menos provisoriamente até poder avaliar praticamente e por experiencia o importe real da despesa da dita iluminação, encarregando ao vereador António Gonçalves da Silva, de mandar comprar o petróleo, a superintender na administração da iluminação referida. E eu, António Alexandrino Pereira de Castro, o declarei.

- Assinaturas:
Fernando Camelo Sarmento [Vice-Presidente];
José António Júnior [vereador];
José Pereira de Castro [vereador];
António Gonçalves da Silva [vereador];
Idioma/Escrita:PortuguêsNotas:Notas ao campo 1.5 Dimensão e Suporte: 1 Livro; Cota: F/01/I/1-Lv. 8; fl.190-191;
Esta Ata está digitalizada e lançada no novo programa de imagens do Gisa.
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Lv8,Fl190-191
Código de Referência:PT/MVNG-AM/APUB/CMVNG/Pre-DirMunAF-DMAdm-DMEAOM/35/008/288