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Ata da Sessão de Câmara de 21 de novembro de 1862Data de Produção Inicial:1862-11-21Data de Produção Final:1862-11-21Nível de Descrição:Documento simplesSuporte:PapelÂmbito e Conteúdo:Ata da Sessão da Câmara de 21 de novembro de 1862

Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e sessenta e dois, aos vinte e um dias do mês de novembro, nesta Vila Nova de Gaia e casa da municipalidade, compareceram Joaquim Veloso da Cruz, Presidente da Câmara Municipal deste Concelho, e os vereadores, Fernando Camelo Sarmento, Luís António Pinto de Aguiar Júnior, Vicente Pinto de Sousa, Sebastião Filipe Barbosa de Castro, Inácio José Fernandes Dourado e José Pinto da Costa Júnior.
E logo declarou o Presidente aberta a sessão.
Deu conta à Câmara de ter recebido um oficio do juiz eleito da freguesia de Crestuma, respondendo ao que se lhe enviou, que tendo procedido ao exame e indagação sobre uma mina que se lhe mandara embargar, pertencente a Jerónimo Pinto de Paiva, , com direção que se dizia ter uma fonte pública, não achara feita mina alguma.
Deu conta do oficio do governador civil, recomendando, que esta Câmara informe sobre alguma alteração, que julgue indispensável fazer-se na atual circunscrição deste Concelho, do que a mesma ficou inteirada.
Deliberou mais a Câmara, que se oficiasse ao juiz eleito da freguesia de Oliveira, encarregando-lhe que mandasse intimar os consortes da água da presa do Loureiro, para nunca mais lançarem a dita água a correr pelo caminho público do lugar de Sá, como por vezes tem feito, e aos consortes da água da Fonte Nova para retirarem do dito caminho público o lodo que ali tem lançado, extraído da sua presa, e para nunca mais praticarem fatos semelhantes.
Em seguida, procedeu-se ao expediente dos requerimentos admitidos a despacho, aos quais se deferiu como consta do competente registo dos mesmos.
Expediram-se algumas licenças para obras.
Pelo fiscal do matadouro foi apresentada a conta do rendimento do imposto sobre as carnes de consumo arrobadas no mesmo. Igual conta do rendimento do imposto dos carros, foi apresentada pelos empregados encarregados da sua cobrança.
Em seguida, expediram-se mandados de entrada e saída.
Comparecendo neste ato, o mestre pedreiro, Francisco Alexandre Alves de Castro, contratou a Câmara com o mesmo, de ele se encarregar de fazer de empreitada toda a obra de pedreiro das casas de José Marques da Cruz, conforme as condições da escritura feita com este, utilizando-se da pedra, que servisse das casas demolidas, somente na parte precisa para a nova obra, e removendo o empreiteiro todos os entulhos, e dando ele todo o mais material preciso. E contratou com o mestre carpinteiro, António da Silva Lopes, toda a obra de carpinteiro, conforme a dita escritura, utilizando-se de todas as madeiras, que servissem, das casas demolidas, e dando ele todas as mais, que fossem precisas.
E eu, António Alexandrino Pereira de Castro, escrivão da Câmara, a escrevi.

- Assinaturas:
Joaquim Veloso da Cruz [Presidente];
Fernando Camelo Sarmento [Vice-Presidente];
Luís António Pinto de Aguiar Júnior [vereador fiscal];
Vicente Pinto de Sousa [vereador];
Sebastião Filipe Barbosa de Castro [vereador];
José Pinto da Costa Júnior [vereador];
Inácio José Fernandes Dourado [vereador];
Idioma/Escrita:PortuguêsNotas:Notas ao campo 1.5 Dimensão e Suporte: 1 Livro; Cota: F/01/I/1-Lv. 8; fl.21v-22;
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Lv8,Fl21v-22
Código de Referência:PT/MVNG-AM/APUB/CMVNG/Pre-DirMunAF-DMAdm-DMEAOM/35/008/028