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Ata da Sessão de Câmara de 7 de novembro de 1862Data de Produção Inicial:1862-11-07Data de Produção Final:1862-11-07Nível de Descrição:Documento simplesSuporte:PapelÂmbito e Conteúdo:Ata da Sessão da Câmara de 7 de novembro de 1862

Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e sessenta e dois, aos sete dias do mês de novembro, nesta Vila Nova de Gaia e casa da municipalidade, compareceram Joaquim Veloso da Cruz, Presidente da Câmara Municipal deste Concelho, e os vereadores, Fernando Camelo Sarmento, Luís António Pinto de Aguiar Júnior, Vicente Pinto de Sousa, Sebastião Filipe Barbosa de Castro, Inácio José Fernandes Dourado, faltando com motivo justificado, José Pinto da Costa Júnior.
E logo declarou o Presidente aberta a sessão.
E deu conta, de ter recebido uma guia expedida pelo juiz eleito, da freguesia de Seixezelo, para que Manuel Guedes das Neves, entrasse no cofre da Câmara, com a multa que lhe fora imposta, a qual a Câmara acordou que desse entrada no mesmo.
Comparecendo neste ato, José Marques da Cruz, morador na Rua do Almada da cidade do Porto, contratou a Câmara com o mesmo, a expropriação amigável da parte que for preciso cortar do seu terreno e casa, sitos na Rua Direita, desta Vila, no sitio da Volta, a confrontar com a mesma e com a Rua dos Marinheiros, tanto quanto for preciso para recuar a frente da dita casa para o alinhamento já adotado na continuação da Rua Direita para o sul, cedendo-lhe a Câmara em troca, o terreno que restou dos dois chãos de casas contíguas ao Sul da mesma casa, e obrigando-se a Câmara a construir-lhe novas casas nos terrenos com que ele fica, tudo na forma das condições constantes da escritura pública, exarada no livro da nota privativa da Câmara, que neste ato foi lida e assinada por todos.
Em seguida, procedeu-se ao expediente dos requerimentos admitidos a despacho, aos quais se deferiu como consta do competente registo dos mesmos.
Expediram-se algumas licenças para obras.
Expediram-se mandados de entrada e saída.
E por nada mais haver que deliberar, declarou o Presidente fechada a sessão, do que tudo, para constar se lavrou a presente ata, que o mesmo vai assinar com os mais vereadores presentes. E declaro que mais deliberou a Câmara, que se oficiasse ao Comandante da Guarda Municipal, pedindo-lhe o auxílio de dois soldados para todas as terças-feiras, e sábados auxiliarem os zeladores municipais, no serviço de polícia, junto à ponte pênsil, desde o nascer do sol até às dez horas da manhã, e outros dois para o mesmo fim, no sítio da Barreira, junto à casinha dos carros, visto que se tornava indispensável tal auxílio, a bem do serviço de polícia municipal, e da ordem pública. E eu, António Alexandrino Pereira de Castro, escrivão da Câmara, a escrevi.

- Assinaturas:
Joaquim Veloso da Cruz [Presidente];
Fernando Camelo Sarmento [Vice-Presidente];
Luís António Pinto de Aguiar Júnior [vereador fiscal];
Vicente Pinto de Sousa [vereador];
Sebastião Filipe Barbosa de Castro [vereador];
Inácio José Fernandes Dourado [vereador];
Idioma/Escrita:PortuguêsNotas:Notas ao campo 1.5 Dimensão e Suporte: 1 Livro; Cota: F/01/I/1-Lv. 8; fl.20-20v;
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Lv8,Fl20-20v
Código de Referência:PT/MVNG-AM/APUB/CMVNG/Pre-DirMunAF-DMAdm-DMEAOM/35/008/026